
O ano de 2013 foi designado como o “Ano Europeu dos Cidadãos”, em que um dos principais objetivos é concretizar o “direito ao acesso a bens e serviços, enquanto cidadãos, à educação, à obtenção do reconhecimento das suas qualificações profissionais, aos cuidados de saúde, a adquirir ou manter os direitos de segurança social…”.
Mais concretamente, na temática da terceira idade em 1991 as Nações Unidas aprovaram um documento onde apresentam os direitos dos idosos, baseado em cinco princípios: independência, participação, assistência, autorealização e dignidade. Esta perspetiva de encarar a pessoa idosa como um cidadão com direitos e deveres, está profundamente ligada com toda a trajetória de vida de cada um, em que ao longo de vários momentos da vida nos é exigido o cumprimento de regras e normas expressas de maneira formal e informal pela cultura, nas várias situações em que se dá o convívio social. Garantir o cumprimento de direitos e deveres supõe o exercício de cidadania em estreita relação com os direitos humanos.
Pressupõe-se assim, que o envelhecimento seja uma nova oportunidade da vida em que não se perdem direitos, em que as pessoas têm uma participação mais ativa na vida da sociedade, envelhecendo entre gerações. Contrariando assim, a ideia estereotipada de que velhice seja sinónimo de passividade, perdas e dependência. Muitas vezes as pessoas idosas são ridicularizadas pelas marcas que o tempo cronológico deixou e que se evidenciam no seu corpo, na sua motricidade, e não é dada a devida importância ao tempo que viveu, às suas experiências, histórias de vida, que são construídas em família, em vários ambientes sociais, resumindo-se à dimensão cronológica do viver.







